
A Barragem de Santa Luzia, localizada no concelho de Pampilhosa da Serra (distrito de Coimbra), é uma das obras de engenharia mais impressionantes de Portugal, destacando-se por estar encravada entre dois enormes rochedos quartzíticos. ver mais
Destaques e Atividades
Praia Fluvial de Santa Luzia: Situada na albufeira, conta com uma piscina flutuante (para adultos e crianças) que funciona durante a época balnear, oferecendo segurança num espelho de água vasto.
Desporto e Lazer: O local dispõe de infraestruturas como um Centro de BTT, campos polidesportivos, ciclovia, circuito de manutenção e até um halfpipe de skate.
Trilhos e Natureza: É atravessada por percursos pedestres, como o Caminho do Xisto da Barragem de Santa Luzia (PR3 PPS), um trilho de dificuldade moderada com cerca de 9,7 km que oferece vistas panorâmicas sobre a barragem e as serras envolventes.
Paisagem Geológica: A zona do dique é considerada um dos maiores espetáculos geológicos do interior do país, devido às imponentes muralhas rochosas que a rodeiam.

A barragem
A Barragem de Santa Luzia é nitidamente uma barragem de montanha. Com os seus 76 metros de altura e uma coroa de 178, configura na perfeição o tipo de barragem em zona de alto desnível.
Segundo a EDP na sua “História da Electricidade”, a Barragem de Santa Luzia (1942), com 76 metros de altura, serve de verdadeiro ensaio geral ao futuro programa de electrificação nacional. Foi também para a Barragem de Santa Luzia que foi feito o primeiro estudo em Portugal do modelo reduzido de uma barragem.
Construída entre dois rochedos de tamanho “ciclópico”, é actualmente a única albufeira exclusiva do Concelho de Pampilhosa da Serra.
Alimentada pelo Rio Unhais e pelo Rio Ceira (através do túnel da Malhada do Rei), a Barragem de Santa Luzia é hoje, do ponto de vista ambiental, um lugar onde a poluição não marca presença.
História
A Barragem de Sta. Luzia, com as suas verdades e lendas, começou a ser construída em 1931. A sua bacia hidrográfica tem 50 Km2. Recebe água além das ribeiras do Vidual e Unhais, da albufeira do Rio Ceira, através de um túnel com 6,945 Km.
O nome dado a esta barragem resulta da ermida de Santa Luzia, existente nos penedos, no limite entre as freguesias de Vidual e Cabril. Esta pequena ermida foi mandada erigir em 1930 por Francisco Simões em cumprimento de uma promessa.
Os trabalhos da barragem terminaram em 1942 e em Novembro desse ano foram fechadas as comportas, numa resolução da Companhia Eléctrica das Beiras, proprietária do empreendimento. Túnel da Malhada do Rei.
A água represada começou logo a subir desmedidamente, pois era medonha a invernia desse ano. A chuva era torrencial e não amainava nem um instante, desde o ano de 1910 que não se fazia sentir um inverno tão chuvoso e as águas do Rio Unhais, que iam alimentar a barragem, há muito que haviam transbordado para fora do seu leito, vindo em poucas horas a atingir as modestas casas do Vidual de Baixo.
Houve pânico.
António Cardoso da Fonseca e Brito, na altura presidente da Junta de Freguesia, mandou telegramas aflitivos ao Presidente do Conselho, este, por sua vez, telefonou a pedir explicações ao Governador Civil de Coimbra que, mesmo debaixo de grande temporal, veio imediatamente inteirar-se do que se estava a passar.
Ante os seus olhos, assombrados e indignados, do alto do Casal da Lapa, viu na encosta fronteira, onde tinha assento a aldeia de Vidual de Baixo, os traços fortes da tragédia e do pavor de uma população aterrada, a fugir do impacto da água que lhes invadia as casas.
Lançavam-se pragas e ouviam-se suplícios, lágrimas e soluços.
O governador Civil ficou mudo de espanto, conta-se que descortinou, numa das barracas do Casal da Lapa, a sombra de três seres diabólicos a olhar a tragédia com esgares de riso que lhe fizeram calafrios na espinha e o levaram a fugir daquele lugar de maldição.
O que ele contou ao Presidente do Conselho, não se sabe. Mas sabe-se que fugiu à inauguração da barragem, por certo com receio de reconhecer, encarnadas em figuras. É corrente dizer-se que são contos ou lendas, mas se refletirmos bem naquilo que realmente se passou na altura talvez nos leve a pensar que esta história pode ser verdadeira, como aliás muita gente daquela época e ainda viva, o pode comprovar. humanas, as sombras que julgou (?) ver no Casal da Lapa., naquele dia tão trágico.
É corrente dizer-se que são contos ou lendas, mas se refletirmos bem naquilo que realmente se passou na altura talvez nos leve a pensar que esta história pode ser verdadeira, como aliás muita gente daquela época e ainda viva, o pode comprovar.
António Tavares Almeida















