Parque Nacional da Peneda do Gerês
O Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG), criado em 1971, é a única área protegida em Portugal com o estatuto de Parque Nacional, o que reflete o seu valor ecológico supremo e a necessidade de proteção rigorosa de ecossistemas únicos.
Do ponto de vista ecológico, o Gerês destaca-se por ser um “santuário” onde a influência humana é mínima em certas áreas, permitindo a sobrevivência de espécies e habitats que desapareceram no resto do país.

Pontos Chave da Importância Ecológica
Biodiversidade Excecional: O parque é um ponto de encontro de climas atlântico, mediterrâneo e continental, o que favorece uma flora riquíssima e variada. Destacam-se os carvalhais seculares, como os da Mata de Albergaria, classificada como Reserva Biogenética.
Espécies Endémicas e Raras: É o último refúgio em Portugal para grandes predadores como o lobo-ibérico (classificado como “em perigo”) e o único habitat nacional da cabra-montês. Abriga também endemismos como a salamandra-lusitânica e o lírio-do-gerês.
Recurso Hídrico: A densa rede hidrográfica e a pureza das águas são fundamentais para o equilíbrio do ecossistema e para a manutenção de prados húmidos conhecidos como “lameiros”.
Reconhecimento Internacional: Além do estatuto nacional, integra a Reserva da Biosfera Transfronteiriça Gerês-Xurés da UNESCO desde 2009, reforçando o seu papel global na conservação.
Desafios e Ameaças
Apesar da sua robustez, o equilíbrio ecológico do parque é frágil e enfrenta ameaças constantes:
Incêndios Florestais: Os fogos de grandes dimensões, agravados pelas alterações climáticas, causam danos irreparáveis em zonas sensíveis.
Pressão Humana: O turismo intenso em certas épocas do ano e a proliferação de plantas exóticas invasoras exigem uma gestão cuidadosa para não comprometer o habitat das espécies prioritárias.












